Observatório da vida privada

fevereiro 21, 2008

Por Pedro Rodriguesmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

Sou um voyeur assumido. Às vezes fico na dúvida se o que me dá mais tesão é fazer sexo ou observar algo relacionado a.  Desde muito novo, sempre tive esse fascínio sobre o ato de olhar pelo buraco da fechadura. Acho que tudo começa com a curiosidade para todo mundo. No meu caso, a perversão me acompanha ao longo da vida. Volumes me enlouquecem: uma cueca/sunga recheada me quebra as pernas!!!! Também me excitam os volumes daquelas roupas coladas que os bailarinos e ciclistas usam. Ah, como me excitam! Na adolescência, criei o hábito de freqüentar vestiários de clubes. Tanto que comecei a praticar natação especificamente com esse fim. Eu gosto muito do sexo masculino, ao ponto de, às vezes, fazer observações comparativas do tipo qual é o maior, o mais grosso, o mais branco, etc. Na televisão, adorava assistir cenas de novelas ou filmes que mostrassem qualquer coisa que induzisse à nudez masculina. No cinema, adorava assistir filmes nacionais, as famosas neo-pornograchadas que já agradou muitos fãs de David Cardoso, Paulo César Grande, Mário Gomes e o bem-dotado homem de Itu Nuno Leal Maia. Até hoje, já adulto, essas cenas vêm à minha cabeça e refletem numa ereção fatal.  Mas o auge do meu voyeurismo eu vivenciei há alguns meses, na vida real. No prédio onde moro, os apartamentos são tão pequenos que alguns são grudados janela com janela. Sendo assim, a janela do meu dá de frente para a janela do quarto de outro apartamento. Minha vizinha – uma jovem mulatinha magrelinha e insossa – vira e mexe aparecia de calcinha na janela, algumas vezes até sem sutiã, exibindo seus peitinhos minúsculos. Mas eu nem ligava, porque a nudez feminina não me excita. Só que eu descobri que, ao contrário do que eu supunha, ela não vivia sozinha.  Eu já tinha visto algumas roupas masculinas no varal, mas jamais vi qualquer sinal de presença masculina na casa. Até que, certa noite, um rapaz apareceu na janela e eu pude constatar que se tratava de um casal. Meu observatório da vida privada  começou quando eu vi, pela primeira vez, o vizinho desfilando pelo quarto só de cueca. Ele deve ter uns 25 anos, é moreno cor-de-jambo e tem um corpo até que satisfatório. Quando eu vi, quase não acreditei e passei a observá-lo todos os dias. Por muitas noites, fiquei em casa, escondido atrás da cortina, com as luzes apagadas, observando por uma pequena frestinha, o que acontecia no apê ao lado. Até que, algumas noites depois, ele me presenteou com a rápida visão de sua nudez completa. Fiquei louco de tesão. Senti vontade de atravessar a parede e entrar no apartamento para agarrá-lo. Durante minutos fiquei esperando que ele passasse nu perto da janela novamente para eu ver seu pau de novo. Mas, depois de alguns minutos de angústia, ele me surgiu de cueca novamente. Depois de vê-lo totalmente nu, a cueca já não fazia o mesmo efeito… Mas eu sou brasileiro e não desisto nunca. No dia seguinte, lá estava eu de novo, no meu observatório da vida privada. Dia após dia, sempre a espera de uma troca de roupa, de uma saída do banheiro ou mesmo de um desfile de cueca. Eu só queria isso. Afinal, uma cena eu sexo eu não tinha a menor esperança de presenciar… Entretanto, eis que numa bela e quente noite de chuva de verão, aquele casal me deu o melhor presente que eu poderia receber. Com as luzes apagadas, o quarto iluminado pela tevê ligada, meu vizinho estava deitado na cama, somente de cueca quando a mulher dele veio do banheiro, enrolada numa toalha. De repente, ela despiu-se, pulou na cama e os dois começaram a se beijar. Meu pau subiu na hora, fiquei louco, meio que desesperado, já imaginando que eles fechariam a cortina, como sempre faziam. Mas não o fizeram. Pude ver nitidamente quando ela arrancou a cueca do marido e exibiu um belo, ereto e imponente pedaço de carne comprido e grosso, que, sem muitas frescuras, ela abocanhou e ficou chupando por alguns minutos. Em seguida, ela subiu sobre seu macho, encaixou as coxas em sua cintura e agasalhou  o cacete dele com sua bucetinha, cavalgando sobre ele. Foi uma rapidinha bem rapidinha, mas já foi o suficiente para eu me sentir recompensado por semanas de dedicação àquele ato pecaminoso, desconfortável e pouco gratificante de bisbilhotar a intimidade alheia. No dia seguinte, mais uma surpresa: ao chegar em casa, á noite, após o trabalho, corri para a janela e vi que o apartamento estava vazio. meus vizinhos haviam se mudado, para minha tristeza e, depois, alívio. Ao mesmo tempo em que eu nunca mais teria a oportunidade de observá-los em seus segredos de alcova, eu estava livre para continuar tocando a minha vida… 

Quem não tem cão, caça com gato

fevereiro 19, 2008

Por Marcelo Medina 

 

Todo homem gay sabe quando o cinto aperta. Tem dias que o tesão é incontrolável e, como sabem, não é sempre que tem uma rola disponível pra você brincar. Alguns aproveitam os parques das cidades (à exemplo do Ibirapuera em Sampa e o Parque da Cidade, aqui em Brasília) para se satisfazerem. Alguns outros preferem os banheiros públicos (esses são nojentos, mas não condeno, até dá tesão). Eu faço parte do grupo dos que acessam os sites de relacionamento, ou, pra ficar mais fácil pra vocês me encontrarem, volta e meia estou na sala um do Uol Chat, sala de Brasília. Costumo dizer muito nos nicknames que uso por lá: mlkgatoquerdotado, sedentoporvara20, querodotadodf e souvirgemmecome são alguns que utilizo sempre. Mas não é fácil descolar um cara boa pinta por lá. No máximo, consegue-se um dotado. O restante é composto dos casados desconfiados com tudo (inclusive se você, do outro lado do computador existe mesmo, ou se é a mulher dele pregando uma peça). Vai entender essas mentes doentes… Esses dias eu conversei com um cara que só aceitava teclar se eu tivesse webcam. Mas acho que ele gostou das minhas características físicas e decidiu ir até o msn comigo, mesmo eu não tendo webcam. Mostrei fotos pra ele. Ele gostou, adorou, inclusive. Mas disse que não poderia me encontrar se eu não me mostrasse na webcam para ele. Mostrei 100 fotos. E nada. Mostrei mais 100 e nada. Não costumo faze-lo, mas enviei meu fotolog pessoal para ele. Acho que por lá tem foto minha pra dá e vender: inclusive fotos com a família, de viagens ao exterior e festinhas aqui na capital. Tenho medo da exposição assim, mas é que o cara realmente me deu tesão. Ele mora em Taguatinga, tem 29 anos, 1,90 de altura e, segundo ele, 24cm de rola. Não sei por que esse tesão todo por homem grande e bem dotado (na verdade, até sei, depois dedico um texto só pra explicar pra vocês). Na real, ele realmente me excitou. Mas, infelizmente, esse grandão faz parte do grupo dos neuróticos que freqüentam as salas de bate papo por aí. Essa dificuldade de encontrar a presa fácil me faz ser um punheteiro compulsivo. Tenho coleção de filmes pornôs no meu quarto. E o engraçado é que os vídeos ficam lá, pra quem quiser conferir. Minha mãe nem liga mais. Meus irmãos adoram! Mal sabem eles que não tenho interesse nenhum nas mulheres da bunda grande que estampam as capas. Ontem a noite eu assisti um filme perfeito. Vocês conhecem o Pitt Garcia? É um modelo de 24 anos, filho de espanhóis, mas nascido e criado no Brasil, gatíssimo. Ele já contracenou com o Alexandre Frota, mas sempre fudendo lindas mulheres. Ah, ele é o cara. Apesar de ser malhado (e eu nem curto malhados…), ele me dá um tesão impossível de controlar. Acho que é pelo pau dele: grande, branco, cheio de veias e jorra muita porra. E tem uma cara de safado… hum. Quem não tem cão, caça com gato. Mas eu sou daquele grupo dos gays que acredita que o bofe perfeito vai aparecer nas situações mais formais: reuniões de trabalho, grupos de faculdade, no trânsito, na rua. Quando ele aparecer, eu vou contar pra vocês. 

Beijo e me liga.

 

 

 

Entre aspas

fevereiro 18, 2008

 

Meu nome é Pedro Rodrigues. Sou tímido, discreto e tão recatado que chegam a me comparar a um anjo, já que, durante alguns anos, me escondi sob a proteção do estigma do evangélico assexuado. Só quem me conhece bem intimamente sabe que, na verdade, eu não passo de um cara safado, pornográfico e ninfomaníaco. Que anjo que nada! Sou um legítimo sátiro, aquela entidade mitológica alegre e maliciosa que figurava nos bacanais de Dionísio, juntamente com as ninfas. Em português bem claro, um devasso em máscara de santo.   Vim do interior de Minas, vivi minha infância na década de 80 e fui aprendendo o que é sexo sem a ajuda da internet ou da Malhação. Descobri que gostava de homem ainda pequeno, meio que graças aos “abusos” de colegas mais velhos e mais safos que eu. Digo abusos entre aspas porque eu não me sinto uma vítima de pedofilia, já que eu sentia prazer naquilo e pedia para ser encoxado.  Só que, ainda assim, eu sempre me apaixonei por meninas. Apaixonava mesmo, de sofrer, de chorar, de querer me matar por amor. Com dezoito anos, depois de ficar craque no sexo oral, dei o cu pela primeira vez. Dois meses depois, tive minha primeira namorada, uma moça linda, talentosa e inteligente que foi meu primeiro amor, desses que a gente carrega pelo resto da vida. Foram dois meses de um namoro baseado em romantismo e nada de sexo. Por causa dela, fui parar na igreja. O namoro não durou, mas eu me tornei evangélico. Durante três anos – incluindo boa parte do meu período acadêmico -, me mantive casto e envolvido em namoros cristãos. Era considerado um anjo por todos aqueles que me rodeavam. Sonhava em casar, ter filhos… Mas o desejo carnal mantinha-se forte, embora oculto. Dentro de mim, o sátiro adormecia.    Confesso que não foi fácil assumir para mim mesmo que sou homossexual. Para que eu entendesse que não nasci para me casar com uma mulher e ser fiel a ela, precisei me apaixonar profundamente por um homem. Entretanto, mesmo vivendo com o homem da minha vida, não deixei de querer outros homens. Foi uma paixão avassaladora no início, que terminou repleta de mágoas e traições. Não tenho a menor dúvida de que nos amamos muito, mas a relação se desgastou demais e torna-se impossível a sua continuidade. Eu assumo a minha culpa: apesar do meu amor, nunca fui fiel. Sempre tirei bom proveito de todas as oportunidades que me surgiram. Moro em uma cidade propícia para o pleno exercício da luxúria. Parques, saunas, boates, banheiros públicos e até banco de trás de ônibus coletivo é local para o ínício de uma bela sacanagem… Realmente, é preciso ser muito forte para resistir às tentações. E, como a minha carne é bem fraca, me rendi a todas às investidas do pecado.  Porra, como eu gosto de homem!! Altos, baixos, magros, fortes, louros, morenos, mulatos, ricos, pobres, dotados e até os menos privilegiados. Todos me agradam.  Sou mesmo bem eclético. Confesso que tenho pouquíssimas restrições, como, por exemplo, coroas. Não tenho tesão algum em cabelo branco e pele enrugada. A menos que seja um Victor Fasano ou Richard Gere, evito experimentar carne que já tenha passado dos quarenta anos. Acho deprimente essa coisa de velhos que vão para a pegação atrás de garotões e entendo menos ainda o que leva um cara jovem – como meu parceiro Marcelo Medina – a pegar um coroa. Dizem que é alguma coisa ligada à ausência paterna, mas eu discordo, já que também não tive pai e nem por isso busco homens com cara de paizão. Aliás, figura de pai que me excita é Brad Pitt, mas ele nem conta, parece ter 30 anos…  Hoje, com quase trinta anos, considero-me um anjo sátiro. Não namoro mulheres há alguns anos e, quanto a ter filhos, pode ser que aconteça daqui a alguns anos, desde que eu não precise me casar. Acabo de sair de um relacionamento de cinco anos com outro homem e tenho vivido neste último ano grandes aventuras sexuais que me proponho agora a tornar público – embora não tenha a menor pretensão de sair do armário. Você não saberá quem eu sou. Apenas que sou metido a escritor, relativamente bonito e muito, mas muito safado.  

Um bom começo

fevereiro 18, 2008

Meu nome é Marcelo Medina, tenho 20 anos e sou estudante. Venho de uma família de classe média alta, conservadora e… no fundo, bem chata. Moro na capital do país. Freqüento aquele tipo de lugar que ninguém faz côco, entende? Ou aqueles que falar de sexo é proibido. Resumo da ópera: ninguém faz sexo e, muito menos, caga. Tudo bem. Mas dentro de casa o marasmo também é esse.    Mamãe deve pensar que eu ainda acredito que cheguei nesta terra trazido pela cegonha. Só se foi uma cegonha macho, do bico enoooooooorme que me pegou de jeito e me jogou nesse mundo. Ah, não. Sem primeiras impressões, certo? Não sou uma bichinha daquelas que se acham a Britney Spears ou, mais novinha e menos problemática, uma Rihanna Umbrela. Sou macho, porra! Pelo menos por fora. Por detrás do jovem e esperto e o queridinho da mamãe, existe aqui uma personalidade maluca, quente, sedenta por sexo.    Não vou mentir que também gosto de mulheres, até namorei algumas nessa minha curta jornada sexual. Quer dizer, curta não. Comecei com 16. Ta, vai… ainda tenho uma longa estrada pela frente. Só pra vocês conhecerem meu currículo e ficarem curiosos pelo que vem por aí, eu preciso dizer que sou uma puta! Às vezes fico excitado no trabalho. Tenho tesão no Ronaldo fenômeno e nos garçons dos restaurantes que freqüento. Gosto de proletariados (e dotado!), da massa trabalhadora, braçal mesmo.   Sem essa de emos! Já até beijei ex-ator global nessas minhas viagens. Ex-bbb também não sai do pé.  Já deixei meus homens chegarem na portinha, mas não mais do que isso. Sou virgem, acreditem! Quem sabe eu não encontre, aqui, o machão que vai tirar meu cabacinho? Xi… calma! É tudo no mocó, sacou?  Na escondida, na categoria, se é que entendem. Mas se o tesão de vocês ficar incontrolável, prometo responder os emails. Mande para: garotodevasso.gmail.com ou também para garoto.devasso@gmail.com.  Mas e esse email com esse nome? Posso ser quem eu quiser aqui, menos eu mesmo. Mas, olha só: fiz esse blog pra contar pra vocês o que eu não posso contar para as pessoas assinando pelo meu verdadeiro nome. Mas vamos combinar? A partir de hoje meu nome é Marcelo Medina, o putinho.  Entenderam? Ah, só mais uma coisa: aqui vale tudo, menos mentira! Beijo.  

Hello world!

fevereiro 18, 2008

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